Rio Grande do Sul pode ter chuva abaixo do normal em janeiro e fevereiro

Fim do El Niño ameaça causar nova estiagem, mas intensidade deve ser mais fraca do que em 2012

Ainda se recuperando de uma longa estiagem, as lavouras gaúcha podem enfrentar novo período de pouca chuva Foto: Roberto Witter / Agencia RBS

Ainda traumatizados por uma seca que se prolongou por nove meses, espalhou prejuízos na agricultura e deixou milhares de pessoas às voltas com racionamento de água, os gaúchos podem estar na iminência de enfrentar um novo período de estiagem durante o próximo verão.

Nos meses de janeiro e fevereiro de 2013, o Rio Grande do Sul pode ter chuva em quantidade abaixo do normal — uma redução de cerca de 50 milímetros de precipitações na maioria das regiões, que pode chegar a 75 mm no Noroeste, em fevereiro.

“Ressaltam-se novamente cuidados especiais com as possíveis reservas hídricas acumuladas até o final de primavera, visto que a projeção aponta para redução e/ou irregularidade da precipitação durante todo o verão”, destaca o relatório.

Elaborada pelo 8° Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Porto Alegre, e pelo Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas (CPPM), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a projeção toma como base modelos estatísticos de previsão climática para o Rio Grande do Sul produzidos pelo Inmet e pelo Noaa (a agência do governo americano para estudos do clima e do tempo).

Contudo, contradiz um prognóstico do próprio Inmet e do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climático (Cptec), órgão ligado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Segundo essa projeção, as precipitações ficarão dentro do padrão normal — e até um pouco acima — no sul do Brasil entre os meses de dezembro e janeiro.

— Eles se basearam em um modelo climático diferente daquele que utilizamos. Leva em conta a possibilidade de que as águas do Oceano Atlântico vão se aquecer acima do normal durante o verão, aumentando a umidade e, consequentemente, a frequência de chuva. Mas é uma projeção arriscada, porque não há dados que o sustentem, já que não temos um monitoramento da temperatura do Atlântico semelhante ao que se tem no Pacífico — explica Solismar Prestes, coordenador do 8° Distrito de Meteorologia.

Enfraquecimento do El Niño deixa o verão mais seco no Rio Grande do Sul

Prestes afirma que a previsão elaborada pelo Inmet considera circunstâncias específicas para o Rio Grande do Sul e leva em conta fatores como o enfraquecimento acentuado do El Niño. O fenômeno climático, que provoca o aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e costuma deixar os verões mais chuvosos no Estado, começou a se formar no meio do ano, mas recuou nos meses seguintes. Atualmente, as águas do Pacífico estão dentro do padrão considerado normal.

O meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, também considera provável a possibilidade de que o Estado tenha chuva abaixo do normal entre janeiro e fevereiro.

— Se olharmos os anos anteriores, perceberemos que as chuvas do verão no Rio Grande do Sul ocorrem com mais frequêncai em anos de El Niño. Anos neutros e de La Niña (quando as águas de Pacífico se esfriam) são mais secos. Portanto, o temor de uma nova estiagem é real. Mas não acredito em algo extremo, como no último verão — diz.

Segundo Oliveira, na primeira quinzena de dezembro são esperados pelo menos dois grandes eventos de chuva no Rio Grande do Sul. Também deve chover forte em janeiro, especialmente na primeira quinzena.

— O problema é que, depois disso, as chuvas fortes ficas mais espaçadas — avisa.

http://www.clicrbs.com.br/meteorologia/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&action=meteorologia

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